quarta-feira, 1 de outubro de 2008
A esmo
Quantos hei de conhecer
Para todos os meus versos
Finalmente, eu escrever?
Quantos? Com a cara deslavada...
Como a tua, enfeitiçada
Destinadas a me endoidecer...
Pela vontade que é minha
De encontrar em ti
A minha ousada poesia
Quantos...
Quantos ainda hei de conhecer?!
...Palavras não me faltam
Ao contrário, elas saltam.
Quando no ápice do envolvimento
Escrevo o meu contentamento.
E tento esquecer do que vi
E minto dizer que esqueci
Desse teu jeito, todo bonito
Em que tranquilamente vagueio...
Pois acontece que percebi
Que também sei amar os feios!
Feios, bonitos...
Na verdade eu não ligo
No quesito não acredito
Quanto a isso... Nada peço
Contanto que eu possa
Entrar nesse teu Universo!
Mas que eu faça isso
Só pra encontrar
Os meus versos.
E escrevê-los assim,
Sobre s teus pêlos mesmo
E mesmo que não me compreendas
Levo-te a pretensão
De que estou em suas mãos
Assim, a tua mercê.
De que estou a esmo
De você.
Mo e Lud
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